Bullying
e Cyberbullying

O bullying e o cyberbullying são problemas da atualidade e se apresentam como importantes agravantes do sofrimento psíquico na infância e adolescência. 

Entenda o que é e como impactam na formação dos traumas na infância

Bullying:

O bullying
é uma forma de violência repetida, intencional, que pode ser física, verbal, psicológica ou social, geralmente praticada por uma ou mais pessoas contra alguém em posição de fragilidade ou isolamento. Acontece, com frequência, no ambiente escolar ou em grupos sociais.

Cyberbullying:

O cyberbullying é o mesmo tipo de agressão, mas ocorre por meios digitais — como redes sociais, mensagens, vídeos, jogos online ou aplicativos. O impacto costuma ser ainda maior porque:

  • Pode acontecer a qualquer hora e lugar (não há mais “refúgio”).
  • O conteúdo pode se espalhar rapidamente.
  • É difícil identificar e interromper a agressão.

Efeitos no desenvolvimento emocional
Na infância e na adolescência, a identidade ainda está sendo construída. Por isso, vivências de bullying podem afetar a autoestima, o senso de valor pessoal e as relações interpessoais. Isso agrava:

  • Ansiedade, fobias, ataques de pânico
  • Depressão e sentimentos de inadequação
  • Transtornos alimentares (como anorexia ou bulimia)
  • Automutilação e pensamentos suicidas

A dor emocional causada por essas experiências não é “drama” nem “sensibilidade excessiva”. São traumas que muitas vezes deixam marcas duradouras no psiquismo.

Quando o bullying vira trauma
Para muitas crianças e adolescentes, o bullying não é apenas um problema social — é um trauma real. Isso significa que o sofrimento ultrapassa a capacidade emocional da criança de processar o que está acontecendo.

Assim como no abuso ou na negligência, o bullying pode:

  • Quebrar a confiança no outro e no mundo
  • Fazer com que a criança ou adolescente se sinta desvalorizado, rejeitado ou invisível
  • Levar ao isolamento e ao silenciamento, o que dificulta pedir ajuda


O que dizem os estudos?

  • Pesquisas atuais indicam que o bullying prejudica a formação de vínculos seguros, afeta o desempenho escolar e está associado a altas taxas de ideação suicida.
  • Segundo o psicólogo Dan Olweus, um dos pioneiros no estudo do bullying e autor do livro “Bullying na Escola: O Que Sabemos e o Que Podemos Fazer”, as marcas deixadas por agressões repetidas são comparáveis a experiências de trauma psicológico.
  • Dan Olweus também afirma que as marcas deixadas por comportamentos que envolvem agressão intencional, que se repetem ao longo do tempo e envolve um desequilíbrio de poder entre aquele que pratica a agressão, o autor e a vítima deixam marcas comparáveis a severas experiências de trauma psicológico.

 

Cyberbullying: um risco ampliado, pois no ambiente virtual:

  • O agressor pode se esconder no anonimato
  • A vítima pode ser exposta publicamente a milhares de pessoas
  • A agressão pode ser gravada e repetida inúmeras vezes

Isso faz com que o trauma seja revivido constantemente, o que favorece sintomas como estresse pós-traumático (TEPT), distúrbios do sono e despersonalização.


O que pode proteger a criança ou adolescente?

  • Acolhimento: a escuta sem julgamento é essencial.
  • Apoio psicológico: ajuda a nomear o sofrimento e restaurar a autoestima.
  • Ambientes escolares atentos e responsáveis: escolas com protocolos claros de combate ao bullying protegem a saúde mental dos alunos.
  • Conexão com pares: amizades saudáveis ajudam a reconstruir o senso de pertencimento.

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