Outras
Causas

Crianças são resilientes. Algum estresse em suas vidas (por exemplo, deixar os cuidadores por um dia na escola, andar de bicicleta pela primeira vez, sentir-se nervoso antes de um jogo ou apresentação) ajuda seus cérebros a crescer e a desenvolver novas habilidades. No entanto, por definição, o trauma ocorre quando uma experiência estressante sobrecarrega a capacidade natural da criança de lidar com a situação.

Esses eventos causam uma resposta de “lutar, fugir ou congelar”, resultando em mudanças no corpo — como frequência cardíaca mais rápida e pressão arterial mais alta — bem como mudanças na forma como o cérebro percebe e responde ao mundo.

Em muitos casos, o corpo e o cérebro de uma criança se recuperam rapidamente de uma experiência potencialmente traumática, sem danos duradouros. No entanto, para outras crianças, o trauma interfere no desenvolvimento normal e pode ter efeitos duradouros.

Além das diversas situações já detalhadas ateriormente (violências, abusos, negligências) destacamos outros contextos:
● Ser separado de entes queridos, por falecimento ou mudança repentina
● Assédio moral
● Testemunhar danos a um ente querido ou a um animal de estimação
● Comportamento parental imprevisível devido a vício ou doença mental
● Acidentes, guerras ou desastres naturais

Todas essas situações podem despertar emoções e sentimentos difíceis de lidar, que também exigem intervenções específicas para evitar ou mitigar o desenvolvimento potencial de um trauma.

Crianças podem apresentar sintomas como dores, confusão, tristeza intensa, regressão comportamental ou questionamentos existenciais.

Outras causas