Profissionais
capacitados

O cuidado com crianças e adolescentes que passaram por experiências traumáticas exige uma abordagem multidisciplinar. Isso significa que diferentes profissionais da saúde mental, educação e assistência social podem (e devem) atuar juntos para avaliar, diagnosticar, acolher e tratar os impactos do trauma, cada um com sua especialidade e função.

A abordagem interdisciplinar é importante porque o trauma infantil é complexo e pode afetar várias áreas da vida da criança: corpo, mente, comportamento, relações sociais e rendimento escolar. Por isso, a atuação integrada entre os profissionais é fundamental para garantir uma intervenção completa e eficaz.

A comunicação entre escola, família e equipe de saúde mental deve ser constante para que a criança seja acompanhada, protegida e acolhida com empatia e segurança.

Profissionais
capacitados

Exemplos de profissionais capacitados para diagnosticar e tratar trauma em crianças e adolescentes.

Psiquiatra Infantil (ou da Infância e Adolescência)
● Quem é: Médico com especialização em psiquiatria infantil.
● O que faz: Avalia o impacto do trauma no funcionamento emocional, cognitivo e comportamental. Pode diagnosticar transtornos mentais como ansiedade, depressão, TEPT (transtorno de estresse pós-traumático) e prescrever medicamentos quando necessário.
● Importância: Fundamental para casos mais graves, onde há alterações significativas no humor, comportamento ou risco de suicídio/autolesão.

Psicólogo Infantil
● Quem é: Profissional de Psicologia com formação ou experiência em desenvolvimento infantil e intervenções terapêuticas.
● O que faz: Realiza escuta terapêutica, aplica testes psicológicos, identifica sinais de trauma e conduz o tratamento psicoterapêutico (como TCC, psicoterapia psicodinâmica, EMDR, etc.).
● Importância: Ajuda a criança a elaborar suas emoções, restaurar a autoestima e desenvolver estratégias de enfrentamento saudáveis.

Psicanalista Infantil
● Quem é: Profissional com formação psicanalítica com especialização ou experiência em atendimento infanto-juvenil.
● O que faz: Trabalha com o inconsciente, os vínculos primários e as vivências subjetivas da criança, ajudando-a a dar sentido ao sofrimento emocional.
● Importância: Especialmente útil para casos de trauma precoce, rupturas no apego e situações que envolvem conflitos internos profundos.








Terapeuta Ocupacional
● Quem é: Profissional da área de saúde treinado para trabalhar com o desenvolvimento das habilidades funcionais e sociais.
● O que faz: Ajuda a criança a recuperar sua autonomia e desenvolver competências por meio de atividades lúdicas, artísticas e cotidianas.
● Importância: Essencial em casos onde o trauma afetou a sociabilidade, a coordenação motora ou a autonomia.

Fonoaudiólogo (em alguns casos)
● Quem é: Profissional da linguagem e da comunicação.
● O que faz: Atua quando o trauma gera impactos na fala, linguagem ou dificuldades na comunicação expressiva (como mutismo seletivo ou atraso na linguagem).
● Importância: Pode complementar o atendimento psicológico em crianças que apresentam manifestações psicossomáticas ou de retraimento comunicativo.

Assistente Social
● Quem é: Profissional que atua no campo dos direitos sociais e proteção à infância.
● O que faz: Investiga e acompanha o contexto familiar e social da criança. Encaminha para serviços de proteção, acolhimento ou rede de apoio.
● Importância: Essencial na articulação com escolas, conselhos tutelares e serviços de proteção em casos de violência ou negligência.

Pedagogo ou Orientador Educacional
● Quem é: Profissional da área da educação com sensibilidade para questões emocionais e comportamentais.
● O que faz: Identifica sinais de sofrimento na escola (queda no rendimento, isolamento, agressividade), acolhe e encaminha para serviços de apoio.
● Importância: Muitas vezes é o primeiro a perceber que algo está errado, já que a escola é um espaço de observação constante do comportamento infantil.

 

O Papel Essencial da Escola

Além do pedagogo e do orientador educacional, os professores e demais profissionais das escolas têm papel fundamental na identificação e apoio às crianças que estão sofrendo traumas.

Eles podem ajudar a identificar os sinais, evitar punições injustas, criar espaços de apoio e acolhimento e promover ações como a criação de grupos com interesses comuns, tais como atividades lúdicas e projetos que incentivem a expressão das emoções a fim de ajudar as crianças a se conectarem consigo mesmas e com os outros, facilitando o desenvolvimento de habilidades sociais positivas.

Parentalidade Trauma-Informada

Nesse vídeo a especialista Cristina Peixoto dá dicas a todos os cuidadores sobre a “Parentalidade Trauma-Informada”, ou seja, competências e habilidades a desenvolver para lidar melhor com crianças e adolescentes vítimas de traumas, utilizando o conhecimento prévio de possíveis comportamentos.

Cristina Peixoto é psicóloga e consultora internacional nos assuntos de acolhimento, adoção e parentalidade informada sobre trauma. 

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