Traumas X
transtornos mentais
Sintomas de trauma mais graves ou que prejudicam a capacidade da criança de ter um comportamento funcional em casa ou na escola, podem se sobrepor a diagnósticos específicos de saúde mental.
Fundamental a avaliação de um neurologista ou psiquiatra infantil para avaliar até onde os comportamentos são apenas momentâneos ou se configuram efetivamente como transtorno mental.
Possíveis diagnósticos
- Crianças com dificuldade de concentração e aprendizagem podem ser diagnosticadas com TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade).
- Crianças que parecem ansiosas e muito retraídas, podem ser diagnosticadas com ansiedade, depressão ou Transtorno Bipolar.
- Crianças que têm dificuldade com o inesperado, com mudanças de rotina e rupturas podem ser diagnosticadas com Transtorno do Expectro Autista (TEA).
- Crianças com dificuldade em lidar com algo contrário à sua vontade e com figuras de autoridade, podem ser facilmente dominadas pelas emoções e reagir tentando controlar a situação ou demonstrando reações descontroladas e agressivas. Em alguns casos, esses comportamentos podem ser rotulados como TOD (Transtorno Opositor Desafiador) ou TEI (Transtorno Explosivo Intermitente).
- A dissociação em resposta a um gatilho ou vivência traumática pode ser vista como Transtorno do Estresse Pós Traumático (TEPT) ou até mesmo Transtorno de Personalidade Bordeline.
Pode ser necessário tratar esses diagnósticos com abordagens tradicionais de saúde mental (incluindo o uso de medicamentos, quando indicado), a curto prazo e até a longo prazo, a depender do transtorno e intensidade dos sintomas.
No entanto, tratar a causa subjacente, abordando a experiência traumática da criança, será mais eficaz e reparador, ao unir o tratamento farmacológico com o acompanhamento psicológico.
Cristina Peixoto é psicóloga e consultora internacional nos assuntos de acolhimento, adoção e parentalidade informada sobre trauma.

